10 fevereiro 2012

untitled #27

acho engraçado como as coisas mais bobas têm o poder de evocar umas situações complexas e quase sempre bem erradas. provavelmente não existe um único desses joguinhos de internet que não me faça lembrar de fases atribuladas. zuma é todo 2009, a parte podre de 2009 - impossível olhar para aquele lagarto/dragão sem ter vontade de atirar alguma coisa na parede. bubble shooter, então, nunca mais. na minha cabeça sempre vai ser o jogo que usava para matar o tempo e me manter acordada esperando a hora de ligar para o hospital e ouvir plantonistas despreparados mentindo descaradamente sobre o estado de saúde da minha avó. bejeweled tem uma carga menos pesada. eu jogava isso compulsivamente nessa mesma época do ano passado e não posso dizer que tenha sido uma fase ruim, mas agora é perceptível a quantidade de tempo que eu passava esperando. o que eu esperava, honestamente, já não tenho muita idéia. lembro apenas que quando falavam do meu vício em juntar pedrinhas coloridas eu brincava dizendo que não podia resistir, aquele joguinho era a única coisa no planeta que elogiava meus acertos e me chamava de awesome.

hoje passei uma tarde/noite cagadíssima em que ou estava na cama desmaiada ou tomando tylenol ou as duas coisas juntas. enquanto meu sistema imunológico pedia as contas (sábia decisão, aliás) e minhas sinapses se confundiam todas no tempo e no espaço, me vi às voltas com bejeweled mais uma vez, tentando me obrigar a ficar acordada. esperando, eu poderia acrescentar. mas no fundo sabia que não havia nada para esperar além de juntar as pedrinhas coloridas sem nem ganhar elogios. porque com febre fico idiota e com menos concentração do que o habitual.

foi tipo a metáfora pobre do meu mimimi doente. do dia. de 2012, sei lá. 
eu desaprendi as manhas. perdi a mão, não sei mais jogar.
e deixei de ser awesome.

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