19 dezembro 2011

sleep tight, tiger

hoje eu ignorei um compromisso, só porque podia. ou queria. não importa mais.
fiz um caminho mais longo, sem nenhuma explicação lógica. troquei uma choradeira por um picolé de maracujá. quis muito fazer uma coisa legal, mas parece que as coisas legais que faço têm sempre interpretações cagadas. então desisti. sobraram uma foto boba no meu celular, e essa sensação estranha. essa vontade de puxar pela roupa e dizer verdades, mas não tenho como. nem me cabe.

entender o que não me cabe, taí o mais difícil exercício de maturidade já criado. falho toda vez.

eu falho e não consigo ver onde está o erro, porque toda vez é nova. toda vez é diferente. tudo muda, o tempo todo. eu não sou a mesma da última vez que escrevi aqui. não sou a mesma de quando acordei. não há como ser, ninguém é. é uma ilusão triste pensar o contrário. e eu tenho essa mania de pensar que sou responsável por arrancar as ilusões tristes das pessoas que amo. mesmo que seja a marretadas. eu tento lhes poupar o trabalho de descobrirem sozinhas. um caso sério de petulância, claro. eu não posso queimar as etapas dos outros. logo eu, que fui tão lesada para entender as minhas.

esse raciocínio tinha uma conclusão. ela ficou soterrada numa mistura de destilados com fermentados com coisas que ninguém quer saber.
principalmente coisas que ninguém quer saber.

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