30 dezembro 2011

o cúmulo da falta de moral

é minha tia chegar da rua com as compras e dizer "sua sacola é aquela. tem engov e gatorade".

o segundo cúmulo da falta de moral é bater boca com um cigano na praia da urca às 5 da manhã porque ele queria me roubar e ler minha sorte ao mesmo tempo. multitarefas. eu finíssima puxando a mão de volta e falando ME LARGA, TU NÃO SABE MEU FUTUROOOOO.

o terceiro cúmulo da falta de moral é o segurança da rua pedir que você por favor pare de dançar porque não é conveniente.

(pausa para explicar que no meu bairro todas as ruas têm seguranças. e depois das 22h eles não te deixam fazer NADA, é surreal. tá sentada num banquinho escrevendo? hm, muito suspeito, não pode. dar uns amassos encostada no muro? nem pensar. (o que não é um problema nesse momento específico da minha vida porque afinal de contas me amassar quem curte? ninguém, aparentemente. desagradável.) dormir na praça, fora de cogitação. mas isso eu admito que já consegui fazer duas vezes. sou um sucesso.)

então eu basicamente fui lá fazer a dancinha só pelo prazer de ver o homem enlouquecer me mandar parar catar meus sapatos avisar o segurança da outra rua panic on the streets of london. sim, eu sou adorável nesse tanto. ainda o chamei pra dançar comigo. e diante da negativa deitei-me no chão numa espécie de flash mob meu comigo mesma até o pobre infeliz desistir de me tolhir.

o que deve ter sido o quarto cúmulo da falta de moral.
mas nessas alturas eu obviamente não estava mais contando.

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