27 novembro 2011

rhett butler me entende (embora não dê a mínima)

“You’re such a child, Scarlett. A child crying for the moon. What would a child do with the moon if it got it? And what would you do with Ashley? Yes, I’m sorry for you - sorry to see you throwing away happiness with both hands and reaching out for something that would never make you happy. I’m sorry because you are such a fool you don’t know there can’t ever be happiness except when like mates like."

eu tinha esse modelo pronto dentro da minha cabeça. talvez todo mundo tenha, mas na real eu me sentia mais louca do que a média. porque eu comparava todos os candidatos, deliberadamente, com meu ashley mental. e aí dá-lhe frustração. porque ninguém era páreo para uma pessoa imaginária. eu consigo pensar aqui em 3 indivíduos. três variações do mesmo estereótipo que surgiram em fases bem distintas. e mesmo passando tanto tempo, mesmo amadurecendo e acontecendo um milhão de coisas, eu retornava ao mesmo ponto. um ciclo perpétuo de obcecar ~ me foder ~ ser rejeitada ~ me achar insuficiente.
porque eu queria TANTO aquilo.
porque era A RESPOSTA que eu estava procurando.
só podia ser. estava escrito.
(provavelmente estava mesmo. em comic sans 14. negrito. em fúcsia.)

nas duas primeiras rodadas ashley não me quis. dor & sofrimento eternos de um pé na bunda sem lembranças porque NEM CHEGOU A ACONTECER DE FATO. quando a pessoa se encaixa no seu ideal obscuro de perfeição e não é recíproco, isso é pior do que todos os chutes e chifres REAIS já levados. mas na terceira rodada aconteceu. e aí já sabe. comic sans fúcsia all over. finalmente! eis o momento! the secret rlz!

a pessoa muito fora da casinha, né. eu, no caso. (ele mais ainda. em todas as edições, ashley sempre foi louco do cu. e eu achava bonitinho. *tomates*)
mas ok. eu finalmente havia conseguido. ele estava ali. e era lindo. era a perfeição. doía olhar. doía ficar perto.
doía. ponto.
porque era tudo muito cagado. MUITO. CAGADO. além de qualquer possibilidade de conserto. o tão esperado ashley era uma bomba. um pavor. em suas próprias e fatídicas palavras, "um desastre". não havia o que fazer ali. the unfortunate Mr. Wilkes is too large a mouthful of Dead Sea fruit for even you to chew.
foi como descobrir que eu passei a vida chorando na frente da vitrine da loja de brinquedos por uma boneca. só servia aquela. e durante todo o tempo ela estava quebrada, e eu não sabia.
foi uma merda, permitam-me dizer. libertador, mas uma merda.

e esse post não tem conclusão.
quer dizer. eu acho que esse post já É a conclusão.
ufa.

Um comentário:

  1. Então, eu sempre leio seu blog, adoro! Me identifico super! E eu li esse post faz tempo, mas é que o meu ashley imaginário resolveu falar comigo. Aí eu fui achar esse post pq né?! Eu precisava me lembrar o quão fodido tinha sido a historinha pra me concentrar em ignorar o ashley, lindamente.
    Olha o ashley que lindo, jornalista, moreno alto, nerd, toca violão/guitarra, tinha banda e cabelos longos, gosta de um rockzinho, bebia vodka comigo pelos bares mais pé sujo da cidade. super amor...mas um "desastre". "foi uma merda."
    ufa, já posso ir ali me fingir de planta, mandar a insanidade dar uma volta, ficar com a minha dignidade aqui do meu ladinho e seguir a melhor teoria jamais desenvolvida: amor, que seja eterno enquanto for conveniente

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