27 maio 2010

meu dia em 3 Senas

sena #1
minha mãe entra no meu quarto com toda a graça e leveza típicas da família, me acorda e pergunta:

- você já pegou o duda?

aí, né, tive um devaneio.
duda... duda... sei lá se eu peguei o duda, gente. isso é coisa que se pergunte? provavelmente peguei *algum* duda porque né, questão de probabilidades. mas quem é duda? e por que minha mãe está perguntando do duda? porque pegar ok, mas contar pra mãe já é meio exagerado e... aaaaaaaaah, tá.

não era PEGAR o duda e sim PAGAR o duda, também conhecido como o imposto-dos-doentes-mentais-que-tacam-documentos-na-privada. ok, bora pro itaú pagar o duda então. entrei no banco, a porta giratória travou. a minha cara de OPS fez jus à da vaca do layout, porque alô, eu carrego uma faca na mochila. e fiquei ali pensando como deveria proceder pra botar a faca na bandejinha sem parecer muito doida. nisso o segurança me manda colocar na bandeja celular e chaves. botei sem a menor fé e... a porta destravou e eu entrei normalmente.

o que essa experiência nos acrescenta? celulares e chaves são muito mais mortíferos do que facas (e garfos, aliás, tenho um garfo também). se um meliante partir pra cima de vocês com um celular na mão FODEU, mas se só tiver uma faca relaxem que tá tranks.

pago o duda, damos prosseguimento à segunda tarefa do meu dia agitadíssimo: pegar minhas muambas victoria's secret no centro da cidade. o que nos leva à

sena #2
não tenho o hábito de comprar nada pela internet, mas a combinação de preços honestos + retirada do produto em mãos foi tentadora demais. fiz uma compra pequena só pra testar, recebi os dados da entrega por email e lá fui eu. andei, andei, andei, tá errado, volta, não é possível, olha aqui o número, comofas porque OI? o endereço que me mandaram por email é de um batalhão da pm.

aí, né, tive (mais) um devaneio.
é pegadinha. só pode ser pegadinha. não, pior! é uma dessas reportagens denúncia. eu entrei num esquema de contrabando & lavagem de dinheiro, vou ser presa a qualquer momento e domingo vou aparecer no fantástico com quadradinhos na cara e voz de pato falando "eu não sei o que aconteceu. fui envolvida no esquema. eu sou inocente. só queria um gloss."

mas não, gente, o endereço estava certo, era ali mesmo. comprei muamba dentro do batalhão da pm, fenomenal. e olha, recomendo com força, hein. pretendo voltar lá em breve pra dar um salve pros puliça adquirir mais coisinhas.

o que essa experiência nos acrescenta? não basta ter qualificações positivas no mercado livre. precisa ter o psicotécnico também porque nego. não tem. noção.

sena #3
saio leve e feliz do batalhão com minhas aquisições e vou andando pela rua. em dado momento aparece um homem vindo no sentido contrário. ele anda rápido, em linha reta e direto pra cima de mim. fico meio sem reação, primeiro porque comprar qualquer coisa me dá tipo um barato, segundo que não dava tempo de desviar. e se tem coisa que me constrange é ficar naquele vai-não-vai, praticamente dançando quadrilha no meio da rua. pois bem. o homem segue reto até mim, abaixa a cabeça e grita:
- ANDA COM ISSO, MULHER!

aí sim, desvia e segue seu caminho.

o que essa experiência nos acrescenta? absolutamente nada. só botei aí pra provar mais uma vez que eu não *procuro* esse tipo de coisa/pessoa. eu sou achada.


e esse foi o meu dia, pessoal.
obrigada, voltem sempre.

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